quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Trio vestido de vigilante assalta Banco Itaú
Pesquisa comprova: dinheiro pode sim comprar felicidade
Estudo da Universidade de Princeton mostra que bem-estar emocional está ligado à renda, até o limite de 130 mil reais anuais
AP | 06/09/2010 16:53
O ditado que dinheiro não compra a felicidade está errado. Pelo menos, até certo ponto.
O bem-estar emocional das pessoas – ou seja, felicidade – é proporcional à sua renda, até o patamar de 75 mil dólares anuais (cerca de 130 mil reais), de acordo com estudo publicado hoje no periódico científico Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).
Para as pessoas que ganham menos que isso, Angus Deaton, economista do Centro de Saúde e Bem-Estar da Universidade de Princeton, diz: “Os problemas são tão imediatos que é difícil ser feliz. Isso interfere com o quanto o contentamento com a vida que se leva”.
Deaton e Daniel Kahneman analisaram uma pesquisa de opinião do Instituto Gallup, feita com 450 mil americanos em 2008 e 2009. Ela incluía perguntas sobre a satisfação com dia-a-dia e também com a felicidade geral com as suas vidas.
A felicidade aumentava conforme a renda crescia, mas o efeito parava aos 75 mil dólares, Deaton afirmou. Por outro lado, o sentimento geral de sucesso continua a crescer de acordo com o crescimento do poder aquisitivo depois daquele ponto.
“Dar mais dinheiro que 75 mil dólares não vai alterar significativamente o humor rotineiro de alguém, mas vai fazê-lo sentir que tem uma vida melhor,” disse o economista em uma entrevista.
Não é surpreendente que alguém que passe a ganhar o dobro do seu salário se sinta bem-sucedida, mas isso quer dizer que ela se sinta mais feliz, explica Deaton.
Os resultados foram semelhantes em outras instâncias. Por exemplo, as pessoas se sentiam mais felizes nos fins-de-semana, mas seu sentimento mais profundo de bem-estar não mudava.
Daniel Kahneman, que ganhou o prêmio Nobel de Economia em 2002, realizou o estudo com Deaton para entender melhor a relação entre políticas públicas e crescimento econômico. Alguns estudiosos questionam o valor do crescimento de uma economia aos indivíduos, e Deaton disse que a questão está longe de ser resolvida. Mas complementou: “Fazer este estudo me trouxe um grande bem-estar emocional. Como economista, eu tendo a crer que dinheiro faz bem, e foi bom descobrir provas disso”.
A pesquisa também reforçou o dado de estudos anteriores, de que, de maneira geral, as pessoas são bastante satisfeitas com suas vidas. Em outra pesquisa global do Gallup, os Estados Unidos e o Brasil estiveram entre as nações mais felizes, atrás dos países escandinavos, Canadá, Costa Rica, Suíça e Nova Zelândia.
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Escravagismo ainda existe no brasil?
Trabalho escravo: uma herança perversa do capitalismo brasileiro.
O Brasil foi o último país independente do continente americano a abolir a escravidão, o que ocorreu em 13 de maio de 1888, dia em que a Lei Áurea foi sancionada. A herança do antigo regime, porém, não desapareceu. Em pleno século XXI, o trabalho escravo ainda é uma infame realidade para milhares de trabalhadores e trabalhadoras, uma mancha vergonhosa na economia nacional, notada principalmente (embora não só) nas áreas rurais.
Veja mais no link: http://www.vermelho.org.br/especiais/noticia.php?id_noticia=129111&id_secao=248
Fazenda de gado mantinha 28 escravos, no interior do PA
Operação do grupo móvel encontrou trabalhadores em construções precárias, submetidos a longas jornadas e pressionados por cobranças indevidas em fazenda da CSM Agropecuária, do reincidente Celso Silveira Mello Filho.
Veja mais no link: http://www.vermelho.org.br/especiais/noticia.php?id_noticia=129113&id_secao=248
Contag cobra punição para os empresários escravagistas.
Veja mais no link: http://www.vermelho.org.br/especiais/noticia.php?id_noticia=129112&id_secao=248
Comissão rejeita exigência de auxílio-alimentação para terceirizados
16/07/2010A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio rejeitou na quarta-feira (14) proposta que prevê auxílio-alimentação a trabalhadores de empresas prestadoras de serviços terceirizados não inscritas no Programa de Alimentação ao Trabalhador (PAT). A medida consta do Projeto de Lei 6607/09, do Senado.
O deputado Laurez Moreira (PSB-TO) havia apresentado parecer favorável, mas a comissão decidiu rejeitar o projeto. A comissão aprovou o parecer do deputado Guilherme Campos (DEM-SP) pela rejeição.
Para Campos, a iniciativa transfere responsabilidades do poder público para o segmento das empresas prestadoras de serviço. "A proposição cria custos extremamente significativos no negócio de prestação de serviços terceirizados, o que prejudicará, primeiramente, a geração de empregos no setor; depois, as empresas contratantes, que terão que enfrentar custos muito mais elevados para obterem os mesmos serviços; e, finalmente, a eficiência da economia", afirma.
Tramitação
A proposta, que tramita em caráter conclusivoRito de tramitação pelo qual o projeto não precisa ser votado pelo Plenário, apenas pelas comissões designadas para analisá-lo. O projeto perderá esse caráter em duas situações: - se houver parecer divergente entre as comissões (rejeição por uma, aprovação por outra); - se, depois de aprovado pelas comissões, houver recurso contra esse rito assinado por 51 deputados (10% do total). Nos dois casos, o projeto precisará ser votado pelo Plenário., ainda será analisada pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Íntegra da proposta:
Kassab culpa chuva e impermeabilização por estragos em SP
21 de janeiro de 2010 • 10h41 • atualizado às 10h59
O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, afirmou em entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira (21) que as fortes chuvas que atingem a cidade são as grandes culpadas pelos alagamentos registrados nos últimos dias. "O que acontece é em decorrência das fortes chuvas e da impermeabilização da cidade", disse.
De acordo com o prefeito, apesar do caos registrado mais uma vez na cidade de São Paulo, a população pode ficar tranquila, pois os investimentos em obras de drenagem continuarão sendo feitos. "A prova disso é que não tivemos problemas nas regiões dos córregos Pirajussara e Aricanduva", disse. "Hoje há apenas um pequeno problema em uma galeria da região do Aricanduva, mas o reparo será feito no sábado para não atrapalhar o trânsito."
Kassab afirmou que um piscinão transbordou por volta das 9h30 na região de Guaianases, zona leste da cidade. O alagamento, diz o prefeito, aconteceu porque as duas bombas instaladas no local não conseguiram suportar o volume de água. Kassab prometeu enviar novas bombas para o local ainda na manhã desta quinta-feira.
O prefeito justificou o semblante abatido pela falta de sono na madrugada. "Como a situação das chuvas começou ainda ontem, passei a noite em claro acompanhando o que estava acontecendo na cidade", disse ele.
O Prefeito Gilberto Kassab ainda quer pedido de desculpas do cidadão agredido!!!
click na foto e veja video no you tubeLojas Outlets brasileiros são mais caros que internacionais
Clique nos itens abaixo e compare a diferença de preço de oito produtos
Klinger Portella, iG São Paulo | 08/09/2010 05:51
Outlets são bons lugares para quem quer encontrar roupas de marca a preços convidativos. Embora levem produtos pagando menos que nas lojas tradicionais, os consumidores brasileiros, na comparação com os estrangeiros, podem não ganhar tanto quanto imaginam nas promoções por aqui.
A reportagem do iG percorreu outlets nas cidades de Valinhos (interior de São Paulo), Buenos Aires e Miami para comparar quanto brasileiros, argentinos e norte-americanos pagam por um mesmo produto e constatou: os brasileiros estão em desvantagem.
A lista inicial tinha 50 produtos – que variavam de relógios e perfumes a roupas íntimas -, mas nem todos foram encontrados nos três países.
Na relação de itens que estão à venda nos três locais, o iG constatou que, em sua maioria, as lojas brasileiras cobram mais que as demais pesquisadas. Para chegar ao resultado, o iG converteu os preços de reais e pesos em dólares.
A diferença pode ser vista, por exemplo, na camisa polo da marca Ralph Lauren, que custa US$ 198,40 no Brasil e US$ 69,99 nos Estados Unidos, uma diferença de 183%. Da lista de nove produtos encontrados nos três países, o Brasil é o mais caro em oito, ganhando apenas na camisa oficial do Barcelona, cujos preços são bastante parecidos nos três países.
*Com reportagem de Sheila Segalla, em Miami (EUA), e Gabriela Borges, em Buenos Aires (Argentina)
Saiba como deve ser a primeira prova de inglês e espanhol do Enem
Professores de cursinho apostam em uma prova simples, focada em situações do cotidiano. Treine com questões de exemplo
Marina Morena Costa, iG São Paulo | 04/09/2010 07:01
Leia mais sobre o Enem
Este ano, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) cobrará a competência em língua estrangeira moderna pela primeira vez. Os estudantes optaram no momento da inscrição entre inglês e espanhol e devem enfrentar pelo menos 10 questões de uma destas línguas na prova do segundo dia do Enem, que cobra conhecimentos em matemática e português, além da redação. Professores de cursinho pré-vestibulares ouvidos pela reportagem do iG acreditam que a prova não trará grandes dificuldades aos estudantes e, mesmo sendo a primeira aplicada, apostam em alguns formatos de perguntas.
“O modelo deve seguir a linha do Encceja (Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos), que não cobra regras gramaticais. Devem cair questões de interpretação de texto e uso cultural da língua estrangeira”, afirma Mateus Prado, autor do “Guia Prático Novo Enem”, e presidente do Cursinho Henfil. Prado aposta em perguntas com enunciados em português e sobre situações cotidianas, simples.
Vocabulário básico, textos jornalísticos e publicitários devem compor a prova de língua estrangeira. “A prova não pode ter grandes dificuldades, porque tem caráter nacional e o ensino de língua inglesa é muito deficitário no País, fraco em geral”, avalia Alexandre Bacci, professor de inglês do Cursinho da Poli. O Enem deve buscar temas universais, que vislumbrem o Brasil inteiro, pois o perfil do estudante brasileiro é abrangente – o padrão dos jovens dos grandes centros urbanos não é o nacional. Por isso, Bacci acredita na exigência de conhecimentos “extremamente básicos” de inglês.
Treine com questões de exemplo selecionadas pelo iG:
O estudante deve estar preparado para responder perguntas sobre o uso de palavras estrangeiras em anúncios publicitários, por exemplo. “O Encceja fez uma questão em um exame anterior sobre o porquê de um sabão em pó usar palavras em inglês em sua embalagem. A resposta correta era que o consumidor tem a percepção de que ‘o que vem de fora é melhor’”, exemplifica Prado.
Inglês e espanhol serão cobrados como uma ferramenta de acesso à cultura, provavelmente de forma genérica e abrangente. O candidato deve compreender instruções, identificar gêneros textuais e interpretar textos pequenos. Cristina Armagamijan, coordenadora-geral do colégio e do cursinho Objetivo, é reticente quanto a previsões, mas concorda que o Enem deve seguir os moldes do Encceja. “Pelo o que observamos nos últimos anos, a prova de língua estrangeira do exame para jovens e adultos tem textos curtos, de três a quatro linhas. A do Enem também não deve ser difícil”, avalia. Cristina lembra que o inglês é uma língua globalizada, presente na internet, na informática e na indústria do cinema, e é nestes contextos que poderá ser cobrada.
Traduções de palavras estrangeiras incorporadas ao cotidiano brasileiro podem cair na prova, assim como a identificação de falsos cognatos (palavras aparentemente semelhantes, mas com significados diferentes). “O Enem não faz pegadinhas, não parte do princípio de que o aluno precisa saber o conceito, e sim de que na hora que ele precisar resolver um problema, irá conseguir. Mas é provável que os falsos cognatos apareçam”, analisa Prado. O professor, no entanto, acredita que os estudantes se sairão bem na prova: “As palavras em inglês são tão ligadas ao nosso dia-a-dia que será fácil para o estudante identificá-las e compreendê-las”.
Veja a descrição da competência em língua estrangeira na matriz do Enem:
Competência de área 2 - Conhecer e usar língua(s) estrangeira(s) moderna(s) como instrumento de acesso a informações e a outras culturas e grupos sociais*.
Habilidade 5 – Associar vocábulos e expressões de um texto em LEM ao seu tema.
Habilidade 6 - Utilizar os conhecimentos da LEM e de seus mecanismos como meio de ampliar as possibilidades de acesso a informações, tecnologias e culturas.
Habilidade 7 – Relacionar um texto em LEM, as estruturas linguísticas, sua função e seu uso social.
Habilidade 8 - Reconhecer a importância da produção cultural em LEM como representação da diversidade cultural e linguística.
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Falha jurídica impede aplicação integral da Lei da Cadeirinha
Lei é baseada na idade das crianças. Mas Constituição não obriga pais ou motoristas a andar com o documento delas
Márcio Apolinário e Lecticia Maggi 09/09/2010 17:10
A Lei da Cadeirinha, que começou a vigorar no dia 1º de setembro em todo o País, possui uma falha jurídica que impede sua aplicação integral. A resolução 277, de 28 de maio de 2008, está baseada na idade das crianças. Mas a Constituição Federal não obriga crianças, seus pais ou quem as conduza a portarem documento das mesmas.
O RG só é obrigatório no País a partir dos 18 anos - e, após os 16 anos, recomendável. Neste ponto, há uma das principais incoerências da Lei: crianças de até sete anos e meio devem ser transportadas no banco traseiro - sendo que para aquelas de até quatro anos é obrigatório o uso da cadeira especial ou do bebê conforto - mas o motorista não é obrigado a provar a idade de quem transporta. Fica a palavra dele contra a do agente de fiscalização.
Para Marcelo José Araújo, professor e consultor na área de trânsito e presidente da Comissão de Direito de Trânsito da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Paraná, se a resolução não responder rapidamente às questões em aberto pode virar mais uma das leis que já nascem mortas. “Por entrar em descrédito”, diz.
O uso da cadeirinha é fundamental. Segundo dados da ONG Criança Segura, acidentes de trânsito - pedestres, passageiros e ciclistas - são a principal causa de morte por acidentes entre crianças de 0 a 14 anos. O uso correto de cadeiras de segurança em veículos pode diminuir o risco de morte em até 70% em caso de acidente. Diante disso, espera-se que pais e motoristas tenham bom senso para garantir a segurança das crianças que transportam.
Brecha jurídica
A brecha jurídica permite que motoristas que recorram da multa tenham quase a garantia de ganharem a disputa. A assessoria do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) diz que, se o agente tiver dúvidas, não deve autuar. Se o condutor não comprovar a idade da criança e ainda assim for multado, o Contran afirma que ele poderá recorrer. Para o advogado Araújo, há uma “inversão de valores” neste posicionamento. “É um absurdo, depositar no usuário a falta de critérios. O agente de trânsito ou policial tem de seguir um princípio de certeza”, afirma.
Lei da Cadeirinha entrou em vigor no País no dia 1 de setembro de 2010
O Comando de Policiamento de Trânsito (CPTran), órgão que realiza as blitze em São Paulo, está ciente da possibilidade de fraude no momento da abordagem. “Sabemos que muitos pais, que não estão preocupados com a segurança do filho, podem dizer que a criança que está no carro sem o equipamento de retenção tem idade superior ao exigido na norma. Por isso, nossa orientação é que o agente, em caso de dúvida, não autue o condutor”, explica o capitão Paulo Oliveira, chefe do setor operacional do CPTran. "Já se estiver nítido que o condutor está tentando enganar o fiscal, a autuação deve ser feita e o motorista pode entrar com recurso”.
A “flexibilidade” da lei da cadeirinha é criticada por Araújo, que enfatiza a necessidade de um único discurso. “Sabemos, por exemplo, que o sinal vermelho é para parar. É certo. Não posso estabelecer para uma lei um critério do bom senso”. No caso da Lei Seca há o bafômetro para confirmar embriaguez. Para comprovar excesso de velocidade, há os radares. Há câmeras que provam outras infrações no trânsito. Do jeito que está, no caso da Lei da Cadeirinha, não há o princípio da certeza: o que vale é olhar do agente.
Ciro Vidal, advogado e presidente da Comissão de Trânsito da OAB-SP, afirma que levar em consideração a idade e não o porte físico é uma forma mais fácil de se fazer a fiscalização, mas também o principal problema. "Ela deveria levar em consideração o tamanho da criança porque tem criança de oito anos com tamanho de criança de seis, e o contrário também”, considera.
Araújo completa que, mesmo se o órgão optasse por pesar e medir as crianças, a balança e a fita métrica precisariam ser regulamentadas e usadas em todo o território nacional.
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O capitão Paulo Oliveira, do CPTran, explica que a não exigência do porte de documento das crianças pelo condutor faz com que o foco da fiscalização seja diferente, pelo menos na capital paulista. “Estamos procurando fiscalizar carros com crianças que deveriam estar na cadeirinha ou no bebê conforto”, diz. O fato de crianças acima de quatro anos de idade não serem obrigadas a andar no acento elevatório, segundo ele, é um dos motivos de as fiscalizações serem feitas em sua maioria em crianças abaixo dessa idade. “A lei autoriza que crianças acima de quatro anos trafeguem utilizando o cinto de dois pontos”, diz.
Procurada, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) engrossou o discurso do Contran e disse que as autuações são realizadas quando o agente vê crianças muito pequenas sem o cinto de segurança ou quando “é muito nítido que aquela criança tem idade inferior ao exigido na norma”.
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